Apanhei aquela flor tão despretensiosamente
como a minha respiração. Segurei-a. Contemplei-a.
Parecia cheia de boa energia!
Tu estavas presente em todas as pétalas,
cada uma representava um momento da minha vida ao teu lado.
A primeira era o teu sorriso, sempre expansivo, sempre doce,
sempre tão característico do teu ser maravilhoso!
A segunda foi o nosso beijo na praia
e o toque macio da tua mão na minha!
A seguinte seria a nossa noite juntos por entre estrelas cadentes
e a luz da lua cheia num acampamento improvisado numa praia deserta.
Não faria sentido que a outra não fosse a bondade
com que tratavas cada ser.
Uma delas parecia o aroma do teu perfume fresco,
aquele que cheirava a mar e a conchas como afirmavas sorrindo!
Antes de te conhecer
jamais imaginaria que as conchas tivessem aquela fragrância!
Outra recordou-me o dia em que te perdi para o infinito,
a dor, as lágrimas,
o não me refazer mais do desgosto que me assolou para a vida.
Quando olhei novamente para a planta vi um ser morto, triste,
vazio como eu.
Decidi que te honraria e plantei um jardim para te ter por perto
e é aqui onde me encontro agora e depois também, pois viverás em mim
enquanto eu respirar, enquanto as lágrimas teimarem em cair pelo meu rosto,
enquanto a coragem de ir embora não chegar.
Já te disse hoje que és o meu jardim?
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