Eu não acreditava no amor à primeira vista até àquele dia. Agora sei-o possível porque eu estava lá e também o senti, embora não seja a protagonista desta história.
Tudo se passou num bar da cidade onde habito. Era noite, mas não madrugada ainda. Estava fresco, mas não frio.
Ele estava sentado com os amigos de frente para a porta, conversavam e bebiam alegremente. Era um pub dançante e algumas pessoas aproveitavam o ritmo da música animada para descontrairem e se soltarem perante as batidas que ecoavam por todo o espaço.
Ela entrou mais tarde com três amigas e olhou em volta tentando encontrar uma mesa vaga. Pareciam felizes e conversadoras! Sorriam como se desses sorrisos dependesse a felicidade universal!
E num instante que pareceu parar o mundo os olhares deles cruzaram-se e assim se mantiveram durante algum tempo. Como se todos tivessem saído dali aproximaram-se e ficaram parados a guardar na memória aquele momento mágico. Riram intensamente e trocaram algumas palavras. Ele convidou-a para dançar e não se largaram mais. Passaram muitos anos, houve filhos, netos e uma vida em conjunto, toda uma existência de amor!
O bar foi demolido e lá foi construído um hotel onde dormem uma noite por ano na data em que se conheceram.
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