Havia um vento numa terra, um vento descontente num lugar de gente amarga.
Ninguém se abraçava, ninguém se beijava temendo ficar sensíveis ao toque humano, receando gostar de carinho.
E aquela brisa desconcertante que rápido passava queria parar, porém, a sua impulsividade impedia-a, sendo sempre ventania destemida.
Mas naquele dia de sol enquanto folgava desceu à água respirando fundo, sentindo o quente dos raios e a frescura da água em contraste. Pelo caminho tocava ao de leve nos seres com que parecia cruzar-se e reparou que sorriam entre si e olhavam-se como se fosse a primeira vez. Talvez tivessem leves cócegas à sua passagem. Também ele sorriu, tornando-se vento alegre num sítio onde os humanos pareciam ter aprendido a amar.
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