Sou pranto do pranto,
lágrima vazia
desprovida de sentir.
Sou ar do oceano,
maré cheia
e rocha madura.
Sou cheiro de flor,
natureza florescida,
animal sem trela.
Sou o conforto do abraço,
beijo com sabor,
montanha sem árvores.
Sou tinta sem caneta
que não deixa de escrever
em papel sem letras.
Sou pássaro cantador
de poleiro distante
numa gaiola sem grades.
Sou paixão alentejana,
amor universal.
Sou!
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